Mar— Brasil

Circuito Netuno de Travessias 2026 — Etapa 1 (São Vicente)

1 de fev. de 2026
Data da última edição
Distâncias de 750m a 3km

Em resumo

Data da última edição
1 de fevereiro de 2026
Distâncias
750 m · 1,5 km · 3 km
Onde
Mar · Praia do Itararé, São Vicente, São Paulo, Brasil
Taxa de inscrição
24 €
A aguardar confirmação da próxima edição

A prova

O Circuito Netuno de Travessias — Etapa 1 (São Vicente) é uma prova de natação em águas abertas supervisionada pela Yps Promoções e Eventos, uma organização que realiza competições esportivas nestas costas desde 2001. Realizado ao longo da Praia do Itararé, bem ao lado da vizinha Praia dos Milionários, o evento mergulha os nadadores nas águas oceânicas da ampla baía. Os participantes escolhem entre três distâncias distintas: um sprint introdutório de 750 metros, um desafio de média distância de 1.500 metros e um percurso de 3.000 metros em águas abertas. Os nadadores que se dirigem ao litoral também podem combinar esta prova com a Travessia do Porto de Santos 2026, realizada a apenas seis quilômetros de distância.

Praia do Itararé, Itararé Beach in São Vicente
Praia do Itararé, Itararé Beach in São Vicente · Foto: Silvio Bergamini · CC BY-SA 3.0

Praia do Itararé: a baía de maré entre Porchat e Urubuqueçaba

A Praia do Itararé estende-se por um amplo arco de 2,9 quilômetros dentro dos limites protegidos da Baía de Santos, delimitada pela Ilha Porchat e pelo Canal 1. Dependendo da estação e do recuo da maré, a distância do calçadão até a água pode ultrapassar 150 metros de areia batida. Os nadadores devem considerar esta longa transição na areia ao planejar sua prova e o sprint final até o funil de chegada. De frente para a linha de arrebentação, o horizonte é ancorado pela inabitada Ilha Urubuqueçaba, situada logo em frente à praia.

São Vicente: assentamentos coloniais, ataques piratas e engenhos antigos

Muito antes de os navios europeus mapearem estas águas, a ilha era conhecida como Gohayó pelos indígenas Tapuia, que foram expulsos por volta do ano 1000 pelos Tupi. Os navegadores portugueses Gaspar de Lemos e Américo Vespúcio chegaram à costa em 22 de janeiro de 1502, nomeando a ilha de São Vicente em homenagem a São Vicente de Saragoça. Décadas mais tarde, em dezembro de 1531, Martim Afonso de Sousa trouxe sua frota colonizadora para ancorar na baía. O próprio mar remodelou esta costa no final de 1541, quando uma onda oceânica massiva — historicamente registrada como um possível tsunami — destruiu o assentamento e forçou os moradores a reconstruir seu porto e comunidade mais afastados da água. Embora os tsunamis passem despercebidos em alto-mar devido à sua altura mínima e comprimentos de onda enormes, sua energia aumenta drasticamente ao atingir bancos costeiros rasos. Conflitos marítimos seguiram-se à fúria do mar. O corsário inglês Thomas Cavendish saqueou e queimou partes da vila em dezembro de 1591, e o corsário holandês Joris van Spielbergen atacou em 1615.

Praia do Itararé
Praia do Itararé · Foto: Irenebat · CC BY-SA 4.0

Ilha Porchat e a floresta costeira de Xixová-Japuí

A Ilha Porchat já foi uma ilha de maré, separada do continente de São Vicente apenas quando as marés de sizígia empurravam a água através do baixo banco de areia. Historicamente coberto por densa Mata Atlântica, o promontório serviu como uma torre de vigia estratégica sobre a baía. Hoje, o cume é coroado pelo Monumento Niemeyer, inaugurado em 2002, proporcionando um mirante que abrange toda a curva da Praia do Itararé e a baía além. Cerca de quatro quilômetros costa abaixo, além da zona imediata da prova, a costa transita para o santuário protegido do Parque Estadual Xixová-Japuí, estabelecido em setembro de 1993. Escondidas atrás do Morro do Xixová, sob as alturas do Pico do Itaipu, enclaves isolados como a Praia de Itaquitanduva, com 300 metros de extensão, apresentam nascentes de água doce que escorrem diretamente das encostas para a areia. Este canto tranquilo da costa permanece um refúgio de pesquisa ativa para biólogos que monitoram a flora e aves marinhas migratórias, preservando um bolsão de natureza selvagem logo além das praias da cidade.

A Baía de Santos: naufrágios esquecidos sob as ondas

Em 11 de fevereiro de 1895, o brigue britânico Kestrel rompeu suas correntes de âncora durante um violento vendaval tropical e encalhou nos baixios da baía perto do Canal 5, a cerca de cinco quilômetros ao longo da orla, com a proa apontando de volta para São Vicente. A areia engoliu lentamente a embarcação ao longo das décadas, auxiliada por modificações costeiras que removeram cerca de 1,5 metros de areia do perfil da praia após 1927. Em agosto de 2017, uma forte erosão causada por tempestades escavou o leito marinho, exumando repentinamente o Kestrel do banco de areia. Ainda mais longe da costa, a cerca de cinco quilômetros da praia, no banco de Santos perto da Ilha das Palmas, jaz o navio a vapor Guararema. O navio afundou em 4 de março de 1949, após um forte impacto com o navio a vapor Britannia, repousando no fundo do oceano como uma relíquia duradoura do movimentado tráfego marítimo da baía.

A orla do Itararé: Morro do Voturuá, quiosques de praia e asa-delta

Na extremidade leste da praia encontra-se a Pedra da Feiticeira, uma formação rochosa proeminente entrelaçada com folclore secular e marcada por uma estátua de uma feiticeira que observa o mar. Diretamente atrás da areia ergue-se o Morro do Voturuá, também conhecido como Morro da Asa Delta, oferecendo perspectivas panorâmicas sobre as cidades costeiras. Um teleférico opera diretamente da praia do Itararé, levando os visitantes em um passeio de dez minutos acima da copa das árvores até o topo do morro. No calçadão, a orla permanece vibrante durante todo o fim de semana da prova. Faixas de gramado e ciclovias correm paralelas a academias ao ar livre e quadras de beach tennis situadas perto da Praça 21 Irmãos Amigos. Para os nadadores que emergem de suas voltas na Baía de Santos, o calçadão oferece o cenário perfeito para descansar e refletir sobre uma natação desafiadora pelas históricas águas oceânicas do Brasil.

Fontes: Ilha Porchat · Praia do Itararé · São Vicente Island (São Paulo, Brazil)

Percurso

750 m

Evento de natação em águas abertas realizado na Praia dos Milionários, São Vicente.

1.5 km

Evento de natação em águas abertas realizado na Praia dos Milionários, São Vicente.

3 km

Evento de natação em águas abertas realizado na Praia dos Milionários, São Vicente.

Como chegar

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Circuito Netuno de Travessias 2026 — Etapa 1 (São Vicente)

Perguntas frequentes

Quando foi a última edição da Circuito Netuno de Travessias 2026 — Etapa 1 (São Vicente)?
A última edição da Circuito Netuno de Travessias 2026 — Etapa 1 (São Vicente) realizou-se a 1 de fevereiro de 2026.
Que distâncias oferece a Circuito Netuno de Travessias 2026 — Etapa 1 (São Vicente)?
A Circuito Netuno de Travessias 2026 — Etapa 1 (São Vicente) oferece 750 m, 1,5 km e 3 km.
Qual é o valor da inscrição para a Circuito Netuno de Travessias 2026 — Etapa 1 (São Vicente)?
O valor da inscrição é 24 €. Tarifa base para o Kit Prata (1º Lote R$ 150, 2º Lote R$ 160, 3º Lote R$ 170). Kit Ouro disponível a R$ 175 (1º Lote), R$ 185 (2º Lote) e R$ 195 (3º Lote). Cupom DESCONTOOURO oferece R$ 15 de desconto no Kit Ouro.
Onde se realiza a Circuito Netuno de Travessias 2026 — Etapa 1 (São Vicente)?
A Circuito Netuno de Travessias 2026 — Etapa 1 (São Vicente) é uma prova no mar. Localização: Praia do Itararé, São Vicente, São Paulo, Brasil.
Como me inscrevo na Circuito Netuno de Travessias 2026 — Etapa 1 (São Vicente)?
A página de referência para a inscrição na Circuito Netuno de Travessias 2026 — Etapa 1 (São Vicente) é https://www.ypseventos.com.br.

Onde dormir

São Vicente oferece uma variedade de acomodações que vão desde apartamentos modestos perto da orla até pousadas históricas convertidas. Nadadores preocupados com o orçamento frequentemente encontram estúdios funcionais ou pequenas pousadas familiares a uma curta distância a pé do calçadão do Itararé. Para uma experiência mais sofisticada, hotéis boutique estão localizados perto do porto e do centro histórico, oferecendo vistas da baía. Espere pagar entre R$ 250 e R$ 600 por noite, dependendo da proximidade da água e do nível de comodidades oferecidas durante o fim de semana da prova.

O que fazer por perto

Além da prova, a região é definida pela sua herança colonial e geografia exuberante. Os visitantes podem explorar os locais das fontes históricas a pé ou fazer uma expedição guiada de caiaque pelos manguezais protegidos do parque estadual. Para uma perspectiva panorâmica, o passeio de teleférico até o topo das colinas costeiras oferece uma vista de toda a baía. As tradições culinárias locais são melhor vivenciadas nos pequenos mercados de peixe, onde a pesca do dia é servida ao lado de iguarias regionais influenciadas pelas profundas raízes marítimas da área.

Nadadores

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