Circuito Maratour 2026 — Mahi-Mahi (Salvador)
- 28 de mar. de 2026
- Data da última edição
- Distâncias de 250m a 16km
Em resumo
- Data da última edição
- 28 de março de 2026
- Distâncias
- 250 m · 750 m · 1,5 km · 3 km · 16 km
- Onde
- Mar · Mahi-Mahi, Salvador, Bahia, Brasil
- Inscrição
- circuitomaratour.com.br
A prova
Ao saltar de um píer de madeira diretamente para águas profundas e cristalinas, os nadadores na etapa do Circuito Maratour Mahi-Mahi evitam a arrebentação do oceano para competir dentro da bacia calma. O evento, organizado pela Maratour em Salvador, Bahia, traz competidores de águas abertas diretamente para o mar em março. Deixando para trás as ondas da praia, os atletas mergulham em água salgada transparente, onde a profundidade e as correntes abrigadas preparam o cenário para uma prova que começa diretamente do deck. O circuito Maratour foi criado há 15 anos, realizando seu evento inaugural em novembro de 2011 no resort Club Med na ilha de Itaparica. Desde então, a organizadora Maratour construiu um calendário ao longo da costa baiana durante todo o ano, realizando provas como a etapa de Mangue Seco em janeiro, a Ultramaratour de 16 quilômetros de Itaparica a Mutá em setembro, e a Salvador Etapa Final em dezembro, com percursos que variam de 50 metros a 3.000 metros.
Para atletas viajantes que desejam estender sua estadia em Salvador, o OCEANMAN SALVADOR BAHIA - BRAZIL 2026 acontece a apenas três quilômetros de distância, apenas sete dias depois, tornando possível combinar ambos os eventos em uma única viagem. O local Mahi-Mahi oferece um início incomum para competições de águas abertas no Brasil, operando a partir de um píer fixo e deck de natação posicionado sobre águas profundas. Como a plataforma leva diretamente a uma profundidade considerável, em vez de um raso arenoso gradual, o local exige que os competidores sejam nadadores confiantes, capazes de lidar com a profundidade desde a primeira braçada. Qualquer apreensão inicial sobre pular diretamente em águas profundas é rapidamente dissolvida pelo próprio ambiente: o mar aqui é calmo, transparente e notavelmente claro, oferecendo visibilidade subaquática completa e eliminando a dificuldade de enfrentar ondas de arrebentação.
Os nadadores podem optar por um desafio introdutório de 250 metros, circuitos de média distância de 750 metros e 1.500 metros, ou o teste principal de 3.000 metros através das águas da baía. Em edições anteriores, os nadadores navegaram por esses circuitos na baía sob visibilidade impecável, contornando boias de sinalização antes de retornar ao deck do píer.
Baía de Todos-os-Santos: águas abrigadas e a divisão oceânica
Salvador deve suas condições aquáticas contrastantes à geografia, situada em uma longa península delimitada pela Baía de Todos-os-Santos a oeste e pelo Oceano Atlântico aberto a leste. O píer Mahi-Mahi fica no flanco oeste dessa divisão, voltado para uma enorme bacia marinha protegida, em vez do Atlântico exposto. Dentro da baía, o mar se comporta suavemente, poupado das fortes ondulações oceânicas que atingem a costa externa. Ao longo desta costa abrigada da baía, enseadas como a Praia do Porto da Barra oferecem pequenas entradas calmas com correntes amenas, idealmente adequadas para a natação. Abaixo da superfície, corais vibrantes e uma vida marinha próspera atraem tanto mergulhadores de apneia quanto entusiastas de mergulho para os rasos cristalinos.
Este corpo de água protegido há muito tempo ancora a herança das competições de águas abertas da Bahia, servindo como a tradicional praia de chegada para a travessia de Mar Grande para Salvador. Ao passar pela ponta sul da península, no entanto, a água muda completamente de caráter à medida que a costa encontra o Atlântico aberto na Praia do Farol da Barra. Lá, entre o Forte de Santo Antônio da Barra e o Morro do Cristo, as ondas chegam do oceano aberto, produzindo surf perto da colina, enquanto recifes naturais retêm a água do mar para formar piscinas naturais tranquilas durante a maré baixa.
Ladeira da Barra e as fortalezas da baía
A história marítima da baía começou muito antes da colonização formal, marcada por um naufrágio francês em 1510, cuja tripulação sobrevivente incluía Diogo Álvares, conhecido como Caramuru. Em 1536, Francisco Pereira Coutinho estabeleceu o povoado de Arraial do Pereira ao longo das encostas perto da atual Ladeira da Barra. Então, em 29 de março de 1549, Tomé de Sousa navegou até a Ponta do Padrão, na Barra, com uma frota de seis navios para estabelecer Salvador como a capital colonial do Brasil. Hoje, um marco de pedra de seis metros de altura permanece na areia do Porto da Barra para comemorar aquele desembarque. Na Ponta de Humaitá, o Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat foi erguido em 1583 para defender as abordagens marítimas ao norte da cidade.
A cerca de cinco quilômetros do local da prova, o Forte de Santo Alberto foi construído na praia entre a cidade baixa e Itapagipe para proteger as ancoragens de navios e o abastecimento de água doce em Água de Meninos. Durante a invasão holandesa em 1638, o forte foi usado para proteger o acampamento invasor do lado da praia. Reconstruído em 1694, o forte foi documentado em 1863 como uma estrutura hexagonal irregular equipada com sete canhões, três dos quais apontavam diretamente para o mar. Em 2 de julho de 1823, disparou o histórico tiro de canhão que autorizou as forças portuguesas a deixar o Brasil, embora expansões portuárias subsequentes tenham eventualmente separado suas muralhas de pedra da água. A Batalha na Baía de São Salvador ocorreu a cerca de 14 quilômetros de distância, em 3 de março de 1627. Nesse confronto, o comandante naval holandês Piet Pieterszoon Hein navegou para dentro da baía contra uma frota de 34 navios, capturando com sucesso entre 22 e 25 navios inimigos no ancoradouro.
Barra e Rio Vermelho: enseadas oceânicas e ritos do mar
No flanco leste, atlântico de Salvador, a costa se desdobra em uma série de praias abertas, afloramentos rochosos e piscinas naturais. Entre o Farol da Barra e Ondina fica a Praia do Cristo, onde manchas de areia fina se aninham entre rochas e bacias naturais de natação formadas pelas marés. Logo adiante, a Praia de Ondina começa após o restaurante Barravento, perto do Morro do Cristo, e se estende em direção ao Clube Espanhol, oferecendo águas atlânticas cristalinas bem adequadas para natação e mergulho. A maré baixa transforma Ondina ao expor piscinas naturais abrigadas através do fundo rochoso, enquanto mais ao norte, em direção ao Rio Vermelho, uma enseada protegida permite nadar na maré baixa antes de se encher com ondas surfáveis à medida que a maré sobe.
Continuando para o nordeste, a Praia de Amaralina fica de frente para o Oceano Atlântico aberto, onde um tapete natural de algas cobre a areia da costa durante períodos específicos do ano. Escondida alguns metros abaixo do calçadão da Avenida Oceânica, a pequena enseada da Paciência oferece um refúgio de dupla finalidade, alternando entre um local de natação calmo e um ponto de surf, dependendo do fluxo da maré. Todos os anos, em 2 de fevereiro, milhares de pessoas se reúnem no Rio Vermelho para lançar oferendas no Atlântico aberto para a festa do mar de Iemanjá.
Fontes: Salvador
Percurso
Distância de ultramaratona de Itaparica a Mutá.
Premiações
Consulte o PDF do regulamento oficial para as categorias de premiação.
Edições anteriores
Desde 2011
Como chegar
Circuito Maratour 2026 — Mahi-Mahi (Salvador)
Perguntas frequentes
- Quando foi a última edição da Circuito Maratour 2026 — Mahi-Mahi (Salvador)?
- A última edição da Circuito Maratour 2026 — Mahi-Mahi (Salvador) realizou-se a 28 de março de 2026.
- Que distâncias oferece a Circuito Maratour 2026 — Mahi-Mahi (Salvador)?
- A Circuito Maratour 2026 — Mahi-Mahi (Salvador) oferece 250 m, 750 m, 1,5 km, 3 km e 16 km.
- Onde se realiza a Circuito Maratour 2026 — Mahi-Mahi (Salvador)?
- A Circuito Maratour 2026 — Mahi-Mahi (Salvador) é uma prova no mar. Localização: Mahi-Mahi, Salvador, Bahia, Brasil.
- Como me inscrevo na Circuito Maratour 2026 — Mahi-Mahi (Salvador)?
- A página de referência para a inscrição na Circuito Maratour 2026 — Mahi-Mahi (Salvador) é https://www.circuitomaratour.com.br.
Onde dormir
Salvador oferece uma variedade de estadias, desde hotéis boutique em estilo colonial no bairro do Pelourinho até resorts de praia modernos perto do local Mahi-Mahi. Os nadadores costumam escolher pousadas à beira-mar em Itaparica para facilitar o acesso à linha de largada da ultramaratona. Espere pagar entre 350 e 800 BRL por noite por uma hospedagem confortável de categoria média durante o fim de semana da prova. Recomenda-se a reserva antecipada, especialmente para as datas da ultramaratona em setembro, já que a demanda local aumenta significativamente.
O que fazer por perto
A região é definida pela sua forte herança afro-brasileira e história colonial. Entre as sessões de treinamento, você pode visitar o centro histórico de Salvador, um Patrimônio Mundial da UNESCO, ou explorar os mercados locais para provar a tradicional Moqueca. Para uma recuperação ativa, as águas calmas ao redor de Itaparica são ideais para stand-up paddle ou passeios guiados de caiaque, que proporcionam uma perspectiva diferente da costa pela qual você nadará durante o evento.
Nadadores
Outras etapas deste circuito
- Circuito Maratour — Itaparica (novembro)Itaparica, BR
- Circuito Maratour 2026 — Mangue SecoMangue Seco, BR
- Maratour Village ItaparicaItaparica, BR
- UltraMaratour — Itaparica–MutáItaparica, BR
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