Grand Prix de la ville de Schoelcher - Coupe Wendy BADIAN
- 6 de dez. de 2026
- Distâncias de 500m a 5km
Em resumo
- Data da próxima edição
- 6 de dezembro de 2026
- Distâncias
- 500 m · 1 km · 5 km
- Onde
- Mar · SAINT-PIERRE & LE CARBET, Le Carbet, Martinique, França
- Inscrição
- ffneaulibre.fr
A prova
Ao largo da costa noroeste da Martinica, o percurso costeiro estende-se pelo mar aberto de Saint-Pierre até às praias de Le Carbet. Esta travessia acolhe o Grand Prix CTM en Mer, uma prova de natação em águas abertas realizada no Mar das Caraíbas ao longo da costa ocidental da ilha. Os nadadores reúnem-se em janeiro para enfrentar uma tradicional travessia costeira que liga as duas localidades em mar aberto. O evento oferece percursos de 500 metros, 1.000 metros e uma distância de 5.000 metros que também é conhecida como 'Volcano Relay'. Em mar aberto, os competidores enfrentam o ritmo regular das ondulações enquanto mantêm as suas linhas de orientação paralelas à linha da costa.
Monte Pelée: encostas vulcânicas que descem até às Caraíbas
Erguendo-se a cerca de onze quilómetros da área do percurso, o Monte Pelée pertence ao arco insular das Pequenas Antilhas, uma cadeia de vulcões ativos formados pela subducção da crosta oceânica do Atlântico sob a Placa das Caraíbas. Muito antes dos tempos modernos, o povo indígena Caribe já estava ciente da atividade do vulcão devido a erupções que ocorreram em eras antigas.
A rada de Saint-Pierre: naufrágios transformados em recifes
As águas da rada de Saint-Pierre, a cerca de três quilómetros da área da prova, eram historicamente protegidas pelo terreno vulcânico e serviam como um importante centro marítimo para as Caraíbas. Esse papel terminou abruptamente a 8 de maio de 1902, quando uma violenta erupção do Monte Pelée destruiu a cidade de Saint-Pierre e afundou a frota de navios ancorados na baía. A crise tinha começado dias antes; a 5 de maio, um fluxo de lama despenhou-se no mar, gerando três tsunamis destrutivos que danificaram barcos e estruturas costeiras. Nesse mesmo dia, o mar em Saint-Pierre recuou subitamente cerca de cem metros antes de regressar para inundar as partes baixas da cidade. Quando o principal fluxo piroclástico atingiu a costa a 8 de maio, o calor intenso fez com que o mar na rada entrasse em ebulição.
No meio da catástrofe, histórias notáveis de sobrevivência emergiram da água: uma menina de dez anos chamada Havivra Da Ifrile sobreviveu à explosão mortal remando um pequeno barco para se abrigar dentro de uma gruta marinha. O navio a vapor Diamant afundou-se quando as suas caldeiras explodiram durante uma tentativa de fugir da baía em erupção. O Biscaye, uma escuna de madeira de 32 metros, também foi engolido pelo mar e assentou no fundo com barris de carga ainda cheios de esqueletos de bacalhau. O navio de carga canadiano Roraima foi atingido pelo fluxo piroclástico e ardeu sobre a água durante três dias consecutivos antes de se afundar ao largo. Após a catástrofe, a lama fria da rada enterrou rapidamente os cascos naufragados, selando-os da oxidação e dos saqueadores durante décadas.
O Roraima, o maior naufrágio na baía de Saint-Pierre, foi descoberto em 1974 pelo mergulhador Michel Météry a trezentos metros da costa, a uma profundidade de 40 a 45 metros. Quando Jacques-Yves Cousteau explorou o local, apelidou a embarcação de 'o naufrágio de cabelos brancos' devido às colónias ondulantes de penas-do-mar que se agarravam ao seu casco. Com o tempo, a frota naufragada transformou-se em recifes artificiais florescentes colonizados pela vida marinha, enquanto a sul, ao longo da costa, a cidade de Le Carbet foi protegida da explosão de 1902 por um promontório elevado.
A batalha naval de 1667 ao largo de Fort Saint-Pierre
Séculos antes da explosão vulcânica, estas águas da rada serviram de arena para a batalha naval da Martinica em julho de 1667. Uma frota francesa estava ancorada sob a proteção da artilharia montada no Fort Saint Pierre e em duas fortificações portuárias vizinhas. Quando um esquadrão inglês avançou para atacar, o navio-almirante inglês Lion e as embarcações companheiras ficaram sem vento na baía abrigada, forçando as suas tripulações a rebocá-los. O confronto atingiu o seu clímax a 6 de julho de 1667, quando um brulote inglês incendiou o navio-almirante francês Lys Couronée, com as chamas a espalharem-se rapidamente para o Saint Jean e o Lion d’Or. O confronto revelou-se desastroso para a frota ancorada: das vinte e cinco embarcações francesas presentes na baía, apenas duas ou três conseguiram escapar à destruição.
A defesa francesa baseava-se em baterias costeiras posicionadas em Pointe des Nègres, Fort Saint-Louis, no îlot à Ramiers e no Cap Salomon, enquanto os britânicos operavam a partir de um ancoradouro na vizinha Santa Lúcia para monitorizar Fort Royal. Após a batalha de 1779, pequenos barcos recuperaram carga de embarcações encalhadas antes de os destroços serem queimados, e o comandante britânico Hyde Parker morreu mais tarde num naufrágio em 1782 enquanto viajava para as Índias. Mesmo durante a Segunda Guerra Mundial, a guerra submarina chegou a esta costa: a 21 de maio de 1942, o submarino alemão U-156 torpedeou o SS Presidente Trujillo a cerca de nove quilómetros de distância, ao largo de Fort-de-France, enviando a embarcação para o fundo em quatro minutos nas coordenadas 14°38′N 61°11′W.
Le Carbet e Anse Turin: margens vulcânicas negras
No início da travessia, a praia de Saint-Pierre estende-se ao longo das ruínas de pedra da antiga 'Paris das Antilhas', composta por areia vulcânica negra fina. Diretamente à beira-mar, as mesas do restaurante Bela Beach estão voltadas para o local submerso de Manman Dlo e para as alturas do Monte Pelée. Anse Turin é celebrada como uma das praias mais pitorescas do norte da Martinica. O percurso segue para as praias vulcânicas de Le Carbet, uma aldeia pitoresca situada na costa noroeste com vista para o mar aberto. Devido à sua origem vulcânica, as areias escuras ao longo da praia de Le Coin absorvem o sol e aquecem rapidamente durante o dia.
Ao chegar a terra, os nadadores encontram um cenário portuário autêntico onde barcos de pesca de madeira coloridos descansam na areia ao lado de casas à beira-mar brilhantes. A frente de praia está repleta de bares descontraídos e restaurantes à beira-mar, onde os finisher podem descansar à sombra e desfrutar de especialidades locais junto às águas quentes das Caraíbas.
Fontes: Battle of Martinique (1667)
Percurso
Edições anteriores
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Como chegar
Grand Prix de la ville de Schoelcher - Coupe Wendy BADIAN
Perguntas frequentes
- Quando é a Grand Prix de la ville de Schoelcher - Coupe Wendy BADIAN?
- A Grand Prix de la ville de Schoelcher - Coupe Wendy BADIAN realiza-se a 6 de dezembro de 2026.
- Que distâncias oferece a Grand Prix de la ville de Schoelcher - Coupe Wendy BADIAN?
- A Grand Prix de la ville de Schoelcher - Coupe Wendy BADIAN oferece 500 m, 1 km e 5 km.
- Onde se realiza a Grand Prix de la ville de Schoelcher - Coupe Wendy BADIAN?
- A Grand Prix de la ville de Schoelcher - Coupe Wendy BADIAN é uma prova no mar. Localização: SAINT-PIERRE & LE CARBET, Le Carbet, Martinique, França.
- Como me inscrevo na Grand Prix de la ville de Schoelcher - Coupe Wendy BADIAN?
- A página de referência para a inscrição na Grand Prix de la ville de Schoelcher - Coupe Wendy BADIAN é https://www.ffneaulibre.fr/evenements/6343.
Onde dormir
Le Carbet oferece uma mistura de bangalôs de madeira tradicionais e pequenas pousadas, muitas vezes administradas por famílias locais, proporcionando uma vista direta da costa vulcânica. Para aqueles que buscam mais conforto, hotéis boutique localizados perto do porto oferecem acesso direto à praia. Espere encontrar quartos duplos variando de €90 a €180 por noite, dependendo da proximidade da orla e da temporada. As opções de acampamento são limitadas, mas várias propriedades à beira-mar atendem a estadias de curta duração, deixando você a uma curta distância a pé da linha de partida na manhã da prova.
O que fazer por perto
Além da água, a área é definida pela sua história agrícola e vulcânica. Você pode explorar as ruínas de antigas refinarias de açúcar ou participar de sessões de degustação de rum em destilarias locais que ainda utilizam a água das encostas da montanha. Trilhas ao redor da base do vulcão oferecem vistas da costa que você acabou de nadar, enquanto aluguéis de caiaque e stand-up paddle estão disponíveis para aqueles que desejam explorar as seções mais calmas da baía em um ritmo mais lento.
Nadadores
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