Rio— França

Le Flow des Gabarriers

12 de jun. de 2027
Distâncias de 1km a 33km

Em resumo

Data da próxima edição
12 de junho de 2027
Distâncias
1 km · 3 km · 16 km · 33 km
Onde
Rio · Rio Charente, Cognac, Nouvelle-Aquitaine, França
Taxa de inscrição
20–135 €

A prova

Barcos de madeira de fundo chato chamados gabares navegavam pelo Charente, transportando barris de vinho, sal e conhaque. O Le Flow des Gabarriers revive essa via navegável de trabalho como um evento de natação em águas abertas realizado no rio Charente, em torno de Cognac, na região de Nouvelle-Aquitaine, na França. Organizado pelo Le Flow des Gabarriers, o encontro foi criado por Grégory Lécrevisse para permitir que nadadores de todos os níveis enfrentem um desafio pessoal de resistência ao longo da histórica rota comercial. A peça central do evento é a ultramaratona de 33 quilômetros, reconhecida como a maratona de natação em águas abertas sem paradas mais longa da França. Começando em Le Bain Des Dames em Châteauneuf-sur-Charente, a maratona segue o rio através de doze diferentes vilarejos ribeirinhos pela paisagem rural de Charente antes de terminar em Cognac.

Cognac 16 La Charente depuis le Pont-Neuf 2014
Cognac 16 La Charente depuis le Pont-Neuf 2014 · Foto: JLPC · CC BY-SA 3.0

Ao longo de uma distância tão imensa, manter um ritmo consistente braçada após braçada torna-se tanto um teste físico quanto uma jornada prolongada pelo vale. Para nadadores que buscam uma distância intermediária no rio, uma prova de 16 quilômetros é lançada a meio caminho do vale, a partir de Jarnac. Distâncias mais curtas são realizadas na própria cidade, oferecendo opções de 1.000 metros e 3.000 metros que partem da Place du Solençon em Cognac. Ambos os percursos são organizados como circuitos de ida e volta, exigindo que os participantes nadem a favor da corrente antes de retornar para cobrir a mesma distância contra a correnteza do rio. A distância de 1 quilômetro é aberta a participantes de 12 a 99 anos, dando a jovens nadadores e veteranos a chance de testar sua braçada no rio. O encontro acontece em junho e, em edições passadas, os participantes encontraram condições quase perfeitas, com tempo claro e uma atmosfera entusiasmada ao longo das margens.

O Charente entre Angoulême e Cognac: meandros, cuestas e turfa

O rio Charente estende-se por 381,4 quilômetros desde sua nascente em Haute-Vienne até sua foz no oceano perto de Rochefort, onde entra nas águas atlânticas do Golfo da Biscaia. Tão marcante era a elegância sinuosa do vale que o Rei François I elogiou o Charente como o rio mais bonito do reino. Fluindo por oito quilômetros através do município de Cognac, o rio passa por uma cidade construída em um planalto, formando uma curva expansiva para o norte. O ponto mais baixo da comuna cai para apenas cinco metros acima do nível do mar na junção onde o riacho Antenne encontra o Charente. Em todo o trecho entre Angoulême, a 27 metros de altitude, e Cognac, a 5 metros, o leito do rio apresenta um gradiente excepcionalmente suave.

FR 17 Courcoury·Saint-Sever-de-Saintonge·Chaniers - Confluent de la Charente et du bras oriental de la Seugne
FR 17 Courcoury·Saint-Sever-de-Saintonge·Chaniers - Confluent de la Charente et du bras oriental de la Seugne · Foto: KiwiNeko14 · CC BY-SA 4.0

Essa inclinação mínima faz com que o rio faça curvas continuamente em meandros amplos, braços ramificados e ilhas tranquilas no meio do curso. O fluxo do rio está sujeito a variações naturais acentuadas ao longo das estações, caindo para um tranquilo 1 metro cúbico por segundo durante os períodos secos de verão e aumentando durante as grandes cheias de inverno, como o pico histórico de 595 metros cúbicos por segundo registrado em dezembro de 1982. Outras inundações notáveis submergiram as margens em Cognac em 1994, 2007 e 2021, mas durante a prova no início do verão, a água se estabiliza em um curso suave e constante, ideal para a maratona aquática. A jusante de Jarnac, o Charente atua como um limite geológico nítido, dividindo as formações jurássicas na margem direita das formações cretáceas da margem esquerda, marcadas por cuestas proeminentes. A Île de la Reine é uma ilha com cerca de 900 metros de comprimento. Um açude conecta a margem norte da Île de la Reine à vizinha Île David.

Guerras de Religião e tropas reais ao longo do rio

O Charente serviu como uma linha indispensável de comunicação e transporte de carga desde a antiguidade até o século XIX. Nos primeiros séculos, o rio corria desobstruído, permanecendo navegável em seu estado natural até o século XIV, quando uma proliferação de moinhos de água, pescarias e pedágios de navegação começou a interromper a passagem dos barcos. Em 10 de março, o Duque de Anjou capturou Châteauneuf na margem esquerda e, em seguida, trabalhou durante a escuridão da noite para reparar e duplicar a ponte sobre o rio, movendo suas forças para a margem direita. Batedores reais avançaram rio abaixo em direção a Jarnac, enquanto a vanguarda huguenote marchou até Cognac. Depois que os huguenotes tomaram Jarnac, as forças reais recuaram mais uma vez através da água para a margem esquerda.

O controle da via navegável permaneceu decisivo no século seguinte durante o cerco de Cognac de 1651, quando Cognac era a única cidade fortificada que protegia as margens do Charente. Em 9 de novembro, as tropas sitiantes construíram uma ponte improvisada de barcos através do rio e tomaram o subúrbio de Pont na margem oposta. Apenas quatro dias depois, uma enchente repentina destruiu a ponte de barcos, deixando 500 soldados isolados do exército real principal. Para reviver a navegação confiável, um extenso projeto de canalização foi concluído em 1835 sob a Restauração, antes que o transporte comercial de carga fosse definitivamente abandonado na via navegável em 1957. Hoje, essa rota de transporte histórica foi preservada inteiramente para lazer e esporte ao longo de um corredor navegável de 164 quilômetros que se estende até Angoulême.

Vieux-Port e os cais de calcário de Cognac

A orla fluvial de Cognac é ancorada pelo histórico Château de Cognac, situado bem na margem do rio, com vista para os cais. Originalmente reconstruída em pedra por volta de 1200 pela família Taillefer, a fortaleza foi significativamente expandida por volta de 1517 pelo Rei Francisco I, que adicionou uma ala residencial grandiosa com uma longa fachada voltada para a água. O castelo incorpora a torre do Conde Jean, do século XIII, que preserva um poço interior incomum equipado com bordas de pedra em todos os níveis. Cognac era cercada por muralhas defensivas protegidas pelo rio durante a Idade Média. As torres defensivas quadradas originais datam do século XII, enquanto as torres de pedra redondas sobreviventes que flanqueiam o portão foram construídas por volta de 1500.

Uma ponte medieval de pedra cruzava este portão até o distrito de Saint-Jacques na margem oposta, antes de ser desmontada em 1855 após a conclusão de uma ponte substituta em 1850. Saint-Jacques foi historicamente estabelecido como um refúgio onde os peregrinos que viajavam ao longo do vale do Charente em direção a Santiago de Compostela podiam descansar. Caminhar ao longo da orla revela lembretes da vida industrial e doméstica do século XIX no rio, incluindo o local de um barco-lavanderia flutuante construído ao longo dos cais em 1855 para servir às lavadeiras locais. Mais adiante, ao longo das margens, encontra-se o Château de Bagnolet, uma distinta residência ribeirinha ligada à propriedade Hennessy, onde os laços marítimos regionais inspiraram até mesmo o coquetel Charente Maritime, nomeado em homenagem ao barco da velejadora Isabelle Autissier.

Logo após os cais, os jardins públicos redesenhados pelo arquiteto paisagista Édouard André oferecem um refúgio exuberante, completo com uma torre gótica de 1835 em uma bacia de pedra, cachoeiras artificiais, cavernas e patos nadando sob passarelas de argamassa que imitam madeira. Hoje, a orla fluvial na Place de la Salle Verte oferece um passeio sombreado e arborizado para os espectadores, enquanto a marina da cidade aluga pequenos barcos sem necessidade de licença e os ciclistas percorrem o antigo caminho de sirga ao longo da rota Flow Vélo, celebrando a mesma corrente que leva os nadadores da maratona em segurança para casa.

Cognac (Charente)
Cognac (Charente) · Foto: Jack ma · CC BY-SA 3.0

Fontes: Cognac (Charente)

Percurso

1 km

Percurso no coração de Cognac. Inclui 500 metros a jusante seguidos de 500 metros a montante.

3 km

Inclui 1500 metros a jusante seguidos de 1500 metros a montante.

16 km

Natação de longa distância para nadadores solo confirmados, seguindo antigos caminhos de sirga a partir de Jarnac.

33 km

A maratona de águas abertas mais longa de França sem etapas. Começa em Le Bain des Dames em Châteauneuf-sur-Charente.

Edições anteriores

Como chegar

✈️ Procurar voos para ANG

Le Flow des Gabarriers

Perguntas frequentes

Quando é a Le Flow des Gabarriers?
A Le Flow des Gabarriers realiza-se a 12 de junho de 2027.
Que distâncias oferece a Le Flow des Gabarriers?
A Le Flow des Gabarriers oferece 1 km, 3 km, 16 km e 33 km.
Qual é o valor da inscrição para a Le Flow des Gabarriers?
O valor da inscrição varia entre 20 € e 135 €.
Onde se realiza a Le Flow des Gabarriers?
A Le Flow des Gabarriers é uma prova num rio. Localização: Rio Charente, Cognac, Nouvelle-Aquitaine, França.
Como me inscrevo na Le Flow des Gabarriers?
A página de referência para a inscrição na Le Flow des Gabarriers é https://leflowdesgabarriers.com/.

Onde dormir

Cognac oferece uma seleção requintada de alojamentos, desde hotéis boutique convertidos de casas comerciais do século XVIII ao longo dos cais do rio até pousadas tradicionais escondidas na cidade velha. Para uma experiência mais imersiva, procure charmosos bed-and-breakfasts locais perto do centro da cidade. Os preços variam geralmente entre 90€ e 220€ por noite, dependendo da proximidade da histórica frente ribeirinha. Durante o fim de semana da prova, recomenda-se a reserva antecipada para garantir lugares a uma curta distância das linhas de partida e chegada.

O que fazer por perto

Para além da água, a região é definida pela sua herança vitivinícola; explorar as históricas caves de conhaque para provas é um essencial local. Para aqueles que procuram uma recuperação ativa, as margens do Charente oferecem extensos caminhos para ciclismo e trilhos pedestres que seguem os antigos caminhos de sirga. O caiaque e o paddleboarding são formas populares de explorar os afluentes mais tranquilos do rio, enquanto a Cité du Dolmen permite uma visita rápida a locais neolíticos como o Dolmen de Séchebec para uma dose de arqueologia regional.

Nadadores

Outras etapas deste circuito

Provas semelhantes

Comentários

Transparência: alguns links nesta página (alojamentos, voos, atividades, equipamento) são links de afiliados — se reservares ou comprares através deles, a Omniathlon pode receber uma comissão do parceiro, sem custo adicional para ti. Como Associados da Amazon, ganhamos com compras qualificadas.