Mar— Brasil

Quebra Gelo — Edição Verão

21 de fev. de 2027
Distâncias: 600m e 2.2km

Em resumo

Data da próxima edição
21 de fevereiro de 2027
Distâncias
600 m · 2,2 km
Onde
Mar · Guaratuba, Paraná, Brasil
Taxa de inscrição
35–38 €
Fato de banho
Roupa de borracha (wetsuit) não permitida (Não liberado).

A prova

No canto tranquilo da Praia Mansa, os nadadores mergulham no Atlântico para seguir os contornos rochosos da península. Este cenário recebe o Quebra Gelo — Edição Verão, uma prova de águas abertas organizada pela Correr E Nadar em Guaratuba, no litoral do Paraná, no Brasil. A expressão que dá nome à prova refere-se a quebrar o gelo, seja dissipando a tensão em encontros sociais ou remetendo ao esforço marítimo dos navios que abrem canais em mares congelados. Embora edições anteriores da Quebra Gelo tenham reunido competidores nas águas calmas do Balneário Caiobá, na vizinha Matinhos, no primeiro domingo de setembro, a edição de verão estabelece sua base nas praias de Guaratuba.

Renato Soares Praia de Guaratuba PR (39232003010)
Renato Soares Praia de Guaratuba PR (39232003010) · Foto: MTur Destinos · Public domain

A competição concentra-se na Prainha, oferecendo um percurso de 600 metros e uma travessia mais longa de 2,2 quilômetros ponto a ponto. Para o evento de 2,2 quilômetros, os atletas reúnem-se no canto esquerdo da Praia Mansa antes de partirem para o mar aberto. O trajeto de 2,2 quilômetros é uma linha contínua que segue a costa paralelamente às falésias rochosas até a ponta da ilha, antes de virar para dentro para finalizar perto do píer na Prainha. Como os nadadores precisam lidar com a ondulação e as falésias expostas, o percurso mais longo é uma travessia exigente, não recomendada para iniciantes. No entanto, nadadores iniciantes em águas abertas podem escolher confortavelmente o percurso mais curto de 600 metros dentro dos limites calmos da Prainha. O uso de roupas de borracha (wetsuits) é estritamente proibido nesta prova de verão, deixando os competidores à mercê da ondulação da superfície sem flutuabilidade sintética. Em edições passadas, os nadadores registraram tempos notavelmente rápidos quando a corrente de maré estava a favor ao longo da costa.

Baía de Guaratuba: correntes estuarinas encontrando o Atlântico

Guaratuba situa-se em uma península arenosa ladeada por dois ambientes marinhos distintos, voltada para a baía abrigada a noroeste e para o Oceano Atlântico a sudeste. No lado oceânico, um arco de praia estende-se por 2.440 metros de areia, entre o Morro de Caieiras ao norte e o Morro do Cristo ao sul. Ao longo de partes desta faixa costeira, muros de contenção artificiais foram construídos para estabilizar a linha da costa, uma intervenção que altera o movimento natural das ondas durante as marés de tempestade. Diretamente atrás da cidade estende-se a Baía de Guaratuba, a segunda maior baía do estado do Paraná. A baía é pontilhada por recantos tranquilos como a Ilha do Capim e a Ilha da Sepultura. Por décadas, a extensão da baía só podia ser atravessada a bordo de um serviço de balsa entre as margens. Esse trânsito aquático de longa data foi transformado em 2026 com a inauguração de uma ponte rodoviária de 1.244 metros que agora atravessa a entrada da baía.

Baía de Guaratuba
Baía de Guaratuba · Foto: Clécio João Tkachechen · Public domain

As margens Carijó e o naufrágio de 1868 na Praia das Pedras

Assentamentos humanos ocupam estes canais costeiros desde muito antes de os primeiros navegadores europeus entrarem na enseada no século XVI. As margens eram originalmente o lar do povo indígena Carijó. Evidências dos primeiros habitantes sobrevivem em 131 sítios arqueológicos identificados em todo o distrito, preservados principalmente como sambaquis. As autoridades coloniais ordenaram a ocupação formal da enseada de Guaratuba em 1765, um movimento defensivo projetado para impedir a expansão espanhola ao longo da costa sul brasileira. O Caminho do Ambrósios tornou-se uma trilha histórica vital para os pioneiros ibéricos que entravam no interior do Paraná. Na maré baixa, a água que recua revela um naufrágio de 1868 que repousa sobre as rochas.

Área de Proteção Ambiental de Guaratuba: manguezais e aves costeiras

A Área de Proteção Ambiental de Guaratuba protege frágeis pântanos salgados e canais de mangue que sustentam os ciclos de vida de toda a bacia estuarina. A aproximadamente onze quilômetros da praia de largada fica o Parque Estadual do Boguaçu, que cobre 6.052 hectares de terra protegida dentro dos limites municipais de Guaratuba. Pelos manguezais, planícies de maré e planícies costeiras da área de proteção ambiental, ornitólogos registraram 322 espécies de aves. As zonas úmidas protegidas abrigam residentes especializados, como o bicudinho-do-brejo, uma espécie de ave esquiva documentada pela primeira vez nestes arbustos em 1995. Durante suas jornadas sazonais ao longo da costa do Atlântico Sul, visitantes migratórios também param aqui, com andorinhas, mergulhões e tartarugas marinhas errantes alimentando-se e abrigando-se nestas águas costeiras.

Praia de Caieiras e a orla de Guaratuba

Além do perímetro da prova, a cidade de Guaratuba mantém o ritmo tranquilo de um autêntico assentamento marítimo. Ao longo da costa, barcos de pesca rústicos de madeira balançam em suas amarras, trabalhando nos bancos de areia costeiros ao longo das estações. Perto da passagem para a baía fica a Praia de Caieiras, uma enseada tranquila conhecida por sua colônia de pescadores tradicional e águas abrigadas. Para aqueles que passam tempo ao longo da costa externa, a orla oferece trechos contrastantes de areia e surf. A Praia Central desdobra-se sobre uma ampla extensão de areia dourada e águas calmas e claras que a tornam um destino favorito para nados relaxantes e caminhadas. Mais adiante na orla, a Praia Brava e Brejatuba enfrentam o impulso total do Atlântico, onde ondas quebram contra a vegetação costeira nativa, atraindo surfistas para as ondas do mar aberto.

Fontes: Guaratuba Environmental Protection Area · Guaratuba · Baía de Guaratuba · Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso · Guaratuba Bridge · Saint-Hilaire/Lange National Park

Percurso

600 m

Travessia ponto a ponto, percurso desafiador paralelo à costa rochosa.

2.2 km

Travessia ponto a ponto, percurso desafiador paralelo à costa rochosa. Inicia no canto esquerdo da Praia Mansa.

Premiações

  • Prêmios por faixa etária

Troféus para os 5 primeiros no geral e os 3 primeiros por categoria de idade. Categoria PCD premiada.

Como chegar

✈️ Procurar voos para CWB

Quebra Gelo — Edição Verão

Perguntas frequentes

Quando é a Quebra Gelo — Edição Verão?
A Quebra Gelo — Edição Verão realiza-se a 21 de fevereiro de 2027.
Que distâncias oferece a Quebra Gelo — Edição Verão?
A Quebra Gelo — Edição Verão oferece 600 m e 2,2 km.
Qual é o valor da inscrição para a Quebra Gelo — Edição Verão?
O valor da inscrição varia entre 35 € e 38 €. Camiseta não incluída (50 BRL extra). Multa de 100 BRL por perda do chip de cronometragem.
É necessário um fato de banho na Quebra Gelo — Edição Verão?
Roupa de borracha (wetsuit) não permitida (Não liberado).
Onde se realiza a Quebra Gelo — Edição Verão?
A Quebra Gelo — Edição Verão é uma prova no mar. Localização: Guaratuba, Paraná, Brasil.
Como me inscrevo na Quebra Gelo — Edição Verão?
A página de referência para a inscrição na Quebra Gelo — Edição Verão é https://www.correrenadar.com.br/evento/quebra-gelo-edicao-verao/.

Onde dormir

A hospedagem em Guaratuba concentra-se em pousadas familiares e aluguéis de temporada, frequentemente localizados a uma curta distância da área da Prainha. As opções típicas incluem pousadas tradicionais e apartamentos costeiros. Viajantes que buscam economia podem encontrar quartos a partir de 30-50 EUR por noite, enquanto pousadas estilo boutique mais estabelecidas perto do porto ou da orla podem variar entre 70-120 EUR, dependendo da estação e da proximidade com a água.

O que fazer por perto

Além da prova, a região oferece amplas oportunidades para exploração. Pode participar em excursões guiadas de caiaque ou SUP pelos extensos canais de mangue para observar a vida selvagem local, ou fazer trilhas que levam a mirantes costeiros. A área também é rica em patrimônio, com tradições culinárias locais focadas em frutos do mar frescos e ostras, e vários locais próximos oferecem uma visão da antiga história arqueológica da região.

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